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Cosméticos falsificados colocam em risco a saúde

É preciso que o consumidor esteja atento na hora de sua compra

Recentemente, o serviço de Streaming Netflix, lançou uma série documental onde mostra como a propaganda enganosa e negligência no desenvolvimento de produtos podem ter consequências gravíssimas para o consumidor.
Já no primeiro episódio “Mundo dos Cosméticos”, fala sobre como produtos falsificados podem ser contaminados e afetar a saúde do consumidor. O mercado dos cosméticos está em constante crescimento, assim, cresce também o número de falsificações.
Perigos da falsificação de cosméticos
Os produtos falsificados são fabricados clandestinamente, sem as regras básicas de segurança, além disso, não trazem as composições corretas, ou seja, o que está escrito na embalagem pode não corresponder ao que de fato é o produto, já que ele também não passa por certificações. Esses produtos podem conter matérias-primas contaminantes, alergênicas, além da presença de chumbo e metais pesados que podem intoxicar o organismo, causando graves problemas de saúde e até a morte.
Como identificar?
A falsificação de cosméticos é uma problemática difícil de ser combatida. Adélia Mendonça, especialista em dermocosméticos, aponta que o consumidor deve ter consciência e procurar comprar produtos originais, sempre acessando os canais oficiais da marca.
Além disso, a especialista aponta a importância da certificação de órgãos reguladores de qualidade. “A partir do momento que o produto é certificado, isso garante que ele cumpra todas as normas vigentes pela legislação sanitária, sendo um produto de confiança. Usar produtos que não são certificados podem acarretar problemas para a saúde, pois, podem ser produtos que não se enquadram dentro das normas, produtos fora da legislação ou em concentrações não permitidas, que podem acarretar problemas de saúde”, ressalta Adélia Mendonça.
Algumas outras dicas que podem ajudar o consumidor a não adquirir cosméticos falsificados é ficar de olho na procedência, conversar com profissionais da estética, se atentar para qualidade da embalagem, impressão e cores.
Não só o consumidor final, como profissionais da área devem estar atentos. Graziela Vellasco, Advogada especialista em Direitos do Consumidor, alerta que o profissional que utiliza os cosméticos em sua atividade deve redobrar os cuidados ao comprar os produtos, pois conforme o Código do Consumidor ele entra na cadeia de fornecedores sendo responsável diretamente pelos danos causados ao consumidor, podendo responder processo de natureza indenizatória.
ANVISA
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável pela fiscalização de produtos. Possuir seu certificado é muito importante, porque é um ato legal que reconhece a adequação de um produto à legislação, esses registros garantem que os produtos atendam a critérios estabelecidos em leis e à regulamentação específica estabelecida pela Agência.
Para que os produtos sejam certificados pela Agência é preciso que a sua formulação esteja dentro das normas da ANVISA. Deve ser feito uma fórmula padrão sempre a ser seguida para produção desses produtos, assegurando sua qualidade. Devem ser feitos testes com esses produtos antes de seu lançamento, que comprovem a qualidade e eficácia do produto.  O produto deve conter também uma FISPQ (Ficha de Informação de Segurança para Produtos Químicos), contendo informativos técnicos como medidas de primeiros socorros, identificação de perigos, etc.
Adélia Mendonça Cosméticos
A Indústria de Cosméticos Adélia Mendonça desenvolve dermocosméticos de alta performance, se comprometendo a uma busca constante pela eficácia e excelência de seus produtos. A empresa é referência nacional no mercado de cosmiatria e, além disso, possui um compromisso com a comprovação científica dos resultados, primando por tecnologia e pesquisa no desenvolvimento de seus produtos.
A Adélia Mendonça Cosméticos tem como premissa básica a qualidade e saúde do consumidor, trabalhando sempre com pesquisas e profissionais qualificados. Além disso, a indústria é cruelty-free, ou seja, em suas pesquisas não faz testes em animais.



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