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Motorista ainda teme a Lei Seca.


Nas primeiras blitze após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – de que só é possível processar criminalmente o motorista se houver comprovação, pelo bafômetro ou exame de sangue, de que ele dirigia embriagado – o motorista de São Paulo demonstrou não ter sentido que a lei foi afrouxada. Dos 6.527 condutores submetidos ao teste, entre quinta (26) e domingo (1º), só 29 se recusaram a passar pelo exame. O índice de recusas ficou em 0,4%, mesma média observada em blitze anteriores à decisão, segundo o capitão Sergio Marques, porta-voz da PM. 
“Não causou surpresa porque nós continuamos realizando a operação normalmente”, disse o capitão, em relação ao índice. Para o oficial, a decisão do STJ passa a valer mesmo na fase “processual”. “Na área de inquérito, estamos agindo como antes. Motoristas continuarão sendo levados à delegacia”, explicou o policial. 

Nas blitze realizadas na última semana, 43 motoristas foram levados para distritos policiais por apresentarem mais de 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. Além desse registro, 332 pessoas foram multadas pela PM por apresentarem entre 0,14 e 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido e serão punidas administrativamente. A multa, neste caso, é de R$ 957, e a CNH fica suspensa por um ano. 

Páscoa 
Durante o feriado de Páscoa a fiscalização será bem mais apertada. Pelo menos nas ruas da capital, onde os bloqueios com bafômetro terão aumento de 30%. A ação já começa amanhã. 

Ontem, o governador Geraldo Alckmin reforçou que a decisão do STJ não torna menos rígida a fiscalização da Lei Seca. “Não alterou em nada. Se a pessoa não quiser fazer o bafômetro, ela será levada à delegacia.” 

CAMILLA HADDAD

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