Pular para o conteúdo principal

Seguros contra aborrecimentos – Seguro de Automóveis

Contratado por três em cada dez proprietários de veículos, esse tipo de seguro tem baixo índice de reclamações. Quando elas ocorrem, geralmente estão relacionadas ao prazo de indenização, que deve ser de trinta dias a partir da apresentação dos documentos solicitados.


AO QUE FICAR ATENTO


Uma pesquisa recente feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor aponta 70% dos segurados não sabem o valor de cobertura de seu plano para danos causados a terceiros. Não dar atenção a esse detalhe pode resultar em um belo prejuízo,se, por exemplo, o alvo do sinistro for um carrão de luxo.

Desde 2004, quando a Superintendência de Seguros Privados (Susep) sugeriu que, além de roubo, incêndio e colisão, os planos passassem a cobrir danos causados por catástrofes naturais, como enchentes, algumas seguradoras incluíram esse risco no plano básico de seguros.

Frise-se: algumas. ”Quando a apólice não inclui expressamente a cobertura contra enchentes, nem adianta reclamar”, alerta Alexandre Penner diretor da Susep.

Como o cálculo do valor do seguro de um veículo leva em conta o perfil do segurado, alguns tendem a mudar os fatos na tentativa de economizar nas mensalidades. Trata-se de um erro grave. Se o cliente deixa o carro na rua, mas diz que ele passa a noite em um estacionamento, corre o risco de perder a totalidade do seguro em caso de sinistro.

Dizer a verdade, nesse caso, torna a apólice cerca de 10 % mais cara – mas pode poupar muita dor de cabeça.


Comentário: É importante, além de saber o valor de cobertura de seu plano para danos causados a terceiros, verificar se há cobertura para danos morais. A maioria das apólices não tem essa cobertura e por se tratar de opcional, o segurado deve solicitar ao corretor a inclusão. Graziela Vellasco



Fonte – Revista Veja - edição 2205- ano 44 – n.º 8

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Devolução de imóvel comprado na planta: conheça seus direitos!.

A dificuldade financeira é o principal motivo que leva compradores a quererem devolver um imóvel adquirido ainda na planta. Com a instabilidade econômica do País, muitas pessoas perderam o emprego e, consequentemente, a renda para arcar com as parcelas de um financiamento de imóvel. Atualmente, de acordo com o Jusbrasil, aproximadamente 30% das vendas que são feitas, em menos de 1 ano, acabam por serem objeto de devolução. A relação entre as partes, comprador do imóvel e construtora, está sujeita às regras do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/98). De acordo com a lei, o interesse em devolver o imóvel para a construtora deve ser manifestado até a entrega das chaves e o consumidor tem direito à resilição do contrato e a restituição das quantias pagas na porcentagem de 90%. No entanto, muitas construtoras não praticam o que determina a lei e se recusam a devolver este valor, que é um direito do consumidor. Algumas oferecem a devolução de apenas uma parte do valor pago pelo imóvel.…

STJ aprova sumula 405 pacificando o entendimento sobre o prazo prescricional de 3 anos para demanda do seguro DPVAT.

Súmula da Segunda Seção trata do prazo prescricional de 3 anos para pedir a indenização do seguro DPVAT na Justiça Em decisão unânime, a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça aprovou mais uma súmula. O verbete de nº 405 trata do prazo para entrar com ação judicial cobrando o DPVAT. A nova súmula recebeu a seguinte redação: A ação de cobrança do seguro obrigatório (DPVAT) prescreve em três anos. No precedente mais recente a embasar a nova súmula, os ministros da Seção concluíram que o DPVAT (seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres) tem caráter de seguro de responsabilidade civil, dessa forma a ação de cobrança de beneficiário da cobertura prescreve em três anos. O relator, ministro Luis Felipe Salomão, votou no sentido que o DPVAT teria finalidade eminentemente social, de garantia de compensação pelos danos pessoais de vítimas de acidentes com veículos automotores. Por isso, diferentemente dos seguros de responsab…

Comemore o Dia do Consumidor, aproveite as promoções, mas fique de olho!

Desconfie de preços abaixo dos praticados no mercado e, antes de comprar, faça uma busca de reputação da empresa em sites de reclamações

*Por Graziela Vellasco

Em 15 de março é celebrado mundialmente o dia do consumidor e inúmeras ofertas já se iniciaram na televisão e internet, mas, antes de sai aproveitando as promoções é preciso ter cuidado, principalmente nas compras em lojas virtuais! No universo online essa atenção deve ser redobrada, pois fraudes virtuais são comuns e o consumidor precisa estar atento. Mesmo que as ofertas para compras online sejam veiculadas por grandes redes televisivas, isso não deve ser interpretado como sinônimo de garantia. As emissoras não são responsáveis pelos anúncios. Por isso, antes de comprar em lojas virtuais é importante observar alguns requisitos importantes. A Lei 7.962/13, determina que os sites disponibilizem em destaque e de fácil visualização o nome empresarial, o CNPJ e inscrição estadual,endereço físico e eletrônico e demais informações neces…