Pular para o conteúdo principal

Seguradoras devem responder mais duramente às fraudes contra seguros.


SÃO PAULO - As seguradoras devem responder de forma mais dura às fraudes contra seguros. Segundo especialistas, o mercado está cada vez mais propenso não só a negar o pagamento de indenizações de fraudes comprovadas, mas também a pedir à Justiça que puna os infratores. Não basta negar o pagamento e emitir a carta de recusa, mas deve-se acionar criminalmente os fraudadores", disse, conforme publicado pelo Viver Seguro, o diretor de operações da seguradora Líder DPVAT, Cláudio Ladeira, ao participar de debates do seminário "Quantificação da Fraude em Seguro", promovido pela CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização).

Além disso, para o superintendente de sinistros auto da Mapfre, as denúncias de irregularidades não devem se restringir aos sinistros de grande valor, já que os pedidos menores também impactam o resultado operacional das empresas.

Fraudes

De acordo com dados publicados na sétima edição do SQF (Sistema de Quantificação da Fraude), no ano passado, as seguradoras atuantes no mercado brasileiro negaram em torno de R$ 230 milhões em indenizações, por conta das fraudes. As carteiras de automóvel, transportes e vida foram as que mais puxaram para cima o índice geral de sinistros recusados por fraudes, sendo que as três modalidades responderam por 88% das fraudes comprovadas no ano passado, o que equivale a R$ 198 milhões. 

MANCHETES, EDITORIAIS E COLUNAS DOS PRINCIPAIS JORNAIS DO PAÍS - BOL - Brasil Online - Economia BR


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

STJ aprova sumula 405 pacificando o entendimento sobre o prazo prescricional de 3 anos para demanda do seguro DPVAT.

Súmula da Segunda Seção trata do prazo prescricional de 3 anos para pedir a indenização do seguro DPVAT na Justiça Em decisão unânime, a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça aprovou mais uma súmula. O verbete de nº 405 trata do prazo para entrar com ação judicial cobrando o DPVAT. A nova súmula recebeu a seguinte redação: A ação de cobrança do seguro obrigatório (DPVAT) prescreve em três anos. No precedente mais recente a embasar a nova súmula, os ministros da Seção concluíram que o DPVAT (seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres) tem caráter de seguro de responsabilidade civil, dessa forma a ação de cobrança de beneficiário da cobertura prescreve em três anos. O relator, ministro Luis Felipe Salomão, votou no sentido que o DPVAT teria finalidade eminentemente social, de garantia de compensação pelos danos pessoais de vítimas de acidentes com veículos automotores. Por isso, diferentemente dos seguros de responsab…

Confirmada validade de penhora de salário para pagamento de aluguéis atrasados.

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que determinou a penhora de dez por cento do salário do locatário para pagamento de aluguéis atrasados há mais de uma década e respectivos encargos. A decisão foi unânime. Após a decisão judicial que determinou a penhora de parte de seu salário, o locatário defendeu por meio de recurso especial a impossibilidade de penhora do salário para o pagamento de verba de natureza não alimentar. Segundo o recorrente, o bloqueio de parte de sua fonte de renda compromete sua existência e de sua família, já que sua remuneração é essencial para a manutenção da unidade familiar. A ministra relatora, Nancy Andrighi, confirmou inicialmente que a garantia da impenhorabilidade de rendimentos constitui uma limitação aos meios executivos que garantem o direito do credor, fundada na necessidade de se preservar o patrimônio indispensável à vida digna do devedor. Vertentes da dignidade Ent…

Segunda Seção aprova súmula sobre indenização securitária.

A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou uma nova súmula no campo do direito privado.

Os enunciados sumulares são o resumo de entendimentos consolidados nos julgamentos do tribunal e servem de orientação a toda a comunidade jurídica sobre a sua jurisprudência.

Súmula 616: “A indenização securitária é devida quando ausente a comunicação prévia do segurado acerca do atraso no pagamento do prêmio, por constituir requisito essencial para a suspensão ou resolução do contrato de seguro.”

A súmula será publicada no Diário da Justiça Eletrônico, por três vezes, em datas próximas, nos termos do artigo 123 do Regimento Interno do STJ.
Fonte:http://www.stj.jus.br/